Logotipo Created with Sketch.

Mikael Miziescki

Confira aqui mais informações sobre o trabalho.

Educador Nota 10

2018

 (Ramiro Furquim/Nova Escola)

A formação do olhar crítico

Aprender a analisar as próprias obras e as de artistas faz parte da montagem da exposição anual das turmas de  Morro Grande

Educador Nota 10: Mikael Miziescki
EMEF Prefeito Dário Crepaldi
Morro Grande, SC
Arte
Ensino Fundamental II

Projeto: Morro Grande em Arte
Número de alunos: 90
Duração do trabalho: 1 ano
Resumo: Para que seus alunos – que vivem em um município com 3 mil habitantes e são filhos e filhas de agricultores – desconstruam os estereótipos que têm sobre a disciplina Artes, o educador os instiga e provoca. Eles estudam história da arte e a produção de artistas catarinenses e contemporâneos brasileiros e as vanguardas modernas; pesquisam e debatem; visitam exposições e escrevem sobre seus próprios trabalhos, o que torna os torna críticos e conscientes em relação a sua prática artística. O projeto é inovador, pois coloca em foco os espaços expositivos e a curadoria, que são tratados como conteúdo. Desde o início do ano os estudantes sabem que seus trabalhos serão expostos, então se engajam em pesquisas sobre arte e experimentam com técnicas e linguagens ao elaborar suas criações. Na última exposição Morro grande em Arte, organizada pelo docente e seus alunos no final de 2017, eles mostraram seus trabalhos ao lado de obras de artistas da região, levando mais de 700 pessoas ao evento, o único acontecimento cultural da cidade.
Por que o trabalho foi premiado?
“Diferente de tudo o que já li no prêmio, o trabalho de Mikael é muito bem fundamentado, com referências teóricas consistentes, e articula de modo coerente e adequado o fazer e o pensar arte, sem colocar distinção entre teoria e prática. O projeto é inovador, pois trata os espaços expositivos e a curadoria como conteúdo. Os estudantes sabem que seus trabalhos serão expostos, o que os envolve em pesquisa e investigação sobre como uma exposição é montada, como se dá o processo de curadoria e os diálogos possíveis entre as obras. Mikael se apresenta como professor-curador, que lida com pessoas, com experiências e caminha junto com seus alunos, propondo uma construção conjunta de saberes crítico-reflexivos. Seus planejamentos são flexíveis e abertos às ideias dos estudantes, por isso se modificam a partir do diálogo que ele estabelece com as turmas.” Marisa Szpigel é professora de Arte do Ensino Fundamental II na Escola da Vila e selecionadora do Prêmio Educador Nota 10