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Karin Gröner

Confira aqui mais informações sobre o trabalho.

Educadora Nota 10

2016

 (Raoni Maddalena/Nova Escola)

O encanto da leitura dramática

Estudar um texto teatral e soltar a voz na rádio contribui para o avanço na compreensão e na fluência leitora e para dar confiança aos alunos.

 (Raoni Maddalena/Nova Escola)

Educadora Nota 10: Karin Elizabeth Bergamin Gröner
EE Professor Fernando Brasil
Curupá, SP
Língua Portuguesa
5º ano

Projeto: Leitura Dramática
Número de alunos da turma: 16 (por ser uma localidade com 3 mil habitantes, a maioria das turmas tem poucos alunos)
Duração do trabalho: 3 meses

Resumo do projeto:
Um número elevado de crianças do 5º ano apresentava grande dificuldade na interpretação de textos. Após toda a preparação para a realização de uma leitura dramática, registrada em CD para a biblioteca da escola, que foi gravada na rádio local, houve uma significativa melhora da fluência leitora dos alunos, considerando que a leitura fluente não é apenas a capacidade de ler com agilidade, mas sobretudo a de alcançar a compreensão do texto.

LEITURA DRAMÁTICA é uma prática social que circula na esfera das artes, especificamente, da arte da interpretação, do teatro. É uma prática que circula fora da escola, e que pode ser trazida para dentro dela não apenas com a finalidade de tornar os alunos proficientes na participação das mesmas, mas também como uma situação na qual a finalidade didática de possibilitar o desenvolvimento da fluência de leitura – oral e semântica (ou seja, com compreensão) – pode ser alcançada de modo significativo.

Kátia Lomba Bräkling. Coletânea de materiais de leitura para orientação do trabalho de formação da SEESP, p. 8.

Por que o trabalho foi premiado? 
“A metodologia utilizada, a situação comunicativa escolhida, a sequência de atividades e o gênero proposto foram fundamentais para que os alunos lessem com fluência e compreensão. As atividades foram organizadas por Karin em diferentes graus de complexidade, criando uma espécie de andaime para que as crianças pudessem ir se apropriando dos conteúdos. A segunda parte, a dos ensaios, permitiu um estudo do texto em que se identificavam as características dos personagens, a situação em que vivem, suas motivações, seus sentimentos etc. O conhecimento desses detalhes e as muitas releituras colaboram para a constituição dos aspectos relacionados à oralização do texto como entonação, o ritmo, a velocidade e expressões faciais. Segundo Kátia Bräkling, isso decorre diretamente da compreensão do texto. Vale ressaltar que no grupo havia uma criança que não lia convencionalmente, porque não era alfabética, e outra recém-alfabética, que usava como estratégia a decodificação. Ao longo do trabalho, as duas avançaram muito. Segundo a coordenadora pedagógica, a turma, que na primeira avaliação processual de leitura havia alcançado apenas 30% em relação às expectativas de aprendizagem, chegou a 80% na última verificação.”

Célia Prudêncio, formadora de professores e de coordenadores pedagógicos e selecionadora do Prêmio Educador Nota 10