Logotipo Created with Sketch.

Professor José Marcos Couto Júnior, do Rio de Janeiro, é o Educador do Ano

Em uma Sala São Paulo bem cheia, o evento consagrou o professor José Marcos Couto Jr., do Rio de Janeiro (RJ), como o Educador do Ano.

Outubro, mês dos professores, começou em festa, celebrando a Educação. Na noite desta segunda-feira, 1º, foi realizada a cerimônia da 21ª edição do Prêmio Educador Nota 10, maior e mais importante prêmio da Educação Básica brasileira, e um dos mais respeitados no segmento na América Latina. Em uma Sala São Paulo bem cheia, o evento consagrou o professor José Marcos Couto Jr., do Rio de Janeiro (RJ), como o Educador do Ano.

O Educador Nota 10 é uma iniciativa da Abril e da Globo e uma realização da Fundação Victor Civita em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

José Marcos Couto Jr. é professor de História na Escola Municipal Áttila Nunes, em Realengo. Seu projeto, intitulado “As Caravanas: limites da visibilidade”, utilizou a música homônima de Chico Buarque, para trabalhar a inserção do negro na sociedade e a ideia de invisibilidade social. A iniciativa teve dois grandes objetivos: ampliar o mundo dos alunos do 8º e 9º anos, levando-os a conhecer outros territórios e culturas, e contribuir para que desenvolvessem a escrita e a autoestima antes de ingressar no Ensino Médio. “Uma das ações do Caravanas foi uma tarde de autógrafos. Os alunos assinaram os livros produzidos para os pais e conseguimos reunir quase 60 responsáveis nesse evento. Foi uma alegria tremenda”, conta.

Emocionado, José Marcos não conteve as lágrimas ao subir ao palco para receber seu troféu. “Eu não sei o que me fez ser escolhido, mas é uma honra muito grande de ter sido eleito no meio de tanta gente boa, tão apaixonada e com tanto brilho no olho pelo trabalho que realiza”, afirmou.

O Educador do Ano, encerrou sua fala, lendo um texto assinado pelos 10 vencedores do Prêmio: “Que poder tem uma voz? Uma voz tem o poder de mudar uma realidade. E se fossem dez vozes? Dez vozes que se levantam para falar a mesma língua e cantar a beleza da diversidade. Vozes que, em uníssono, lançam luz sobre as sombras do preconceito e da invisibilidade. Vozes que percorrem as linhas de fábulas e grandes autores, abrindo o caminho para o conhecimento. São vozes que desbravam o mundo dos números e convidam as famílias a fazer parte deste coro. Em um momento de descaso com nosso patrimônio, estas mesmas vozes nos fazem lembrar que um país que não respeita sua memória está fadado a repetir seus erros. Somos dez vozes, mas hoje somos uma, representando os milhares de educadores deste Brasil. E que esta voz nunca se cale. ”

Para valorizar seus textos de autoria, eles foram reunidos no livro Que sejam lidos, que sejam vistos. Para conhecer o livro escrito pelos alunos acesse Livro “Que sejam lidos, que sejam vistos”.

Conheça mais sobre o Projeto Caravanas: os limites da visibilidade.