José Marcos Couto Júnior

Educador Nota 10

Educador do Ano 2018


 

Abaixo a invisibilidade

Ele levou seus alunos para além dos muros da escola e aumentou a autoestima e a consciência dos jovens
Educador Nota 10: José Marcos Couto Júnior
Escola Municipal Áttila Nunes
Rio de Janeiro, RJ
História
Ensino Fundamental II
Projeto:As Caravanas: limites da visibilidade
Número de alunos: 90
Duração do trabalho: 2 anos
Resumo: A música As Caravanas, de Chico Buarque, fala sobre como moradores do subúrbio e de comunidades são vistos na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao ouvir a letra, José Marcos a julgou perfeita para dar continuidade a um projeto de 2017 sobre a questão da inserção do negro na sociedade e a ideia de invisibilidade social. Em 2018, o trabalho teve dois objetivos: ampliar o mundo dos alunos do 8º e 9º ano, levando-os a conhecer outros territórios e culturas, e contribuir para que desenvolvessem a escrita e a autoestima antes de ingressar no Ensino Médio. Canções de Chico, como Construção, Geni e o Zepelim, Ópera do Malandro, e de outros compositores geraram debates e produções textuais em que os estudantes criaram seguindo a mesma estrutura das letras das músicas estudadas. Também reescreveram a Lei Áurea imaginando como deveria ser a integração de ex-escravos. Saídas para o teatro e para o Centro Cultural Banco do Brasil levaram os jovens a espaços nunca antes visitados. Para valorizar seus textos de autoria, eles foram reunidos no livro Que sejam lidos, que sejam vistos.
Por que o trabalho foi premiado?
“José Marcos é muito compromissado, criativo e empenhado. Sua boa formação colaborou para escolhas acertadas de temas, conceitos e fundamentos. Em 2018, seu projeto se consolidou e passou a incluir dois objetivos: (1) ampliar o mundo dos alunos, levando-os a conhecer lugares públicos relevantes e (2) contribuir para que desenvolvessem a escrita, a partir do estudo de letras de músicas, produzindo poesias e textos para concursos literários. Um dos méritos do professor foi sua sensibilidade de reconhecer a realidade dos alunos e debater com eles como o espaço social onde vivem se insere dentro da realidade histórica da sociedade e da cidade. Além disso, criou alternativas para que estudassem e fossem além dos lugares que conhecem, produzissem textos para se valorizarem como sujeitos ativos historicamente, e conquistassem outros espaços, territórios e perspectivas culturais.” Antonia Terra de Calazans Fernandes é doutora em História Social, professora de História da Universidade de São Paulo (USP) e selecionadora do Prêmio Educador Nota 10
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