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Gislaine Carla Waltrik

Confira aqui mais informações sobre o trabalho.

Educadora Nota 10

2017

 (Marcelo Almeida/Nova Escola)

Debate sobre gênero tem lugar na escola

Gislaine percebeu que estudar e discutir sobre o tema seria um modo de ajudar os alunos. Com a comunidade, venceu a resistência ao assunto

Educador Nota 10: Gislaine Carla Waltrik
Colégio Astolpho Macedo Souza
União da Vitória, PR
Geografia
2º ano / Ensino Médio

Projeto: Gênero e sexualidade, o que a Geografia tem com isso?
Número de alunos da turma: 35
Duração do trabalho: 2 meses

Resumo do projeto:


A professora Gislaine resolveu investigar como a sexualidade é expressa no espaço geográfico escolar. Para isso, planejou atividades para os alunos observarem se as questões de gênero provocam ou não segregações espaciais e se há espaços marginais para determinados gêneros. Trabalhou a noção do próprio corpo como espaço, parafraseando um dos maiores geógrafos brasileiros, Milton Santos: “o espaço é a casa do homem, mas também a sua prisão”. Gislaine também aproveitou conteúdos da Geografia que se aproximam da sexualidade humana como análise do crescimento demográfico, globalização e tráfico de pessoas, controle de natalidade e pirâmide etária.

Por que o trabalho foi premiado?


“É um belo projeto sobre a questão de gênero e sexualidade em contextos de ensino de Geografia que foi realizado com muita sensibilidade, competência e sem estereótipos. A professora constrói um conjunto de atividades em sequência para que os alunos leiam o espaço geográfico onde vivem e observem se as questões de gênero provocam ou não segregações espaciais; se há espaços marginais para determinados gêneros. É uma das temáticas difíceis, mas urgentes na escola. Gislaine utiliza-se de estratégias criativas para refletir sobre a dimensão biológica, cultural e histórica de gênero. Discute o tema a partir das manifestações no próprio ambiente. Por exemplo, ao analisar as frases escritas nos banheiros da escola. Ela trata desses conteúdos com a turma procurando avançar na compreensão do que é pornografia e sofrimento de jovens cujas identidades de corpos e mentes não se veem contemplados no espaço geográfico. Quais seriam então estes espaços? A professora trabalha as representações do grupo em atividades criativas e adequadas envolvendo desenhos, mapas, pesquisas e debates coletivos.”
Sueli Angelo Furlan, doutora e professora no Departamento de Geografia da USP e selecionadora do Prêmio Educador Nota 10