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Cristiane Pereira de Souza Francisco

Confira aqui mais informações sobre o trabalho.

Educadora Nota 10

2017

Muito além das regras

Ao permitir que a turma fizesse uma livre exploração com bolinhas de gude, pesquisasse a atividade e conhecesse as várias formas de brincar, a professora observou comportamentos e entendeu como as crianças aprendem um jogo. Dessa forma, ficou bem mais fácil ensiná-lo.

Educadora Nota 10: Cristiane Pereira de Souza Francisco
EE Antonio de Oliveira Bueno Filho
Araraquara, SP
Educação Física
1o ano

Projeto: Bolinhas de gude: novos jeitos de aprender
Número de alunos da turma: 30
Duração do trabalho: 2 meses

Resumo do projeto: Ela começou deixando as crianças brincarem de bolinha de gude na aula de Educação Física, sem regras nem intervenções. Os alunos do 1º ano, protagonistas da aprendizagem, foram se apropriando da atividade em etapas, graças à escuta atenta e sensível de Cristiane. O diálogo constante com a turma deu visibilidade à forma da criança pensar e interagir ao jogar, suas percepções, hipóteses, questionamentos, estratégias e interpretações. Assim, de um jeito inovador, a professora descobriu como as crianças aprendem um jogo e como o professor pode ensiná-lo. 

Por que o trabalho foi premiado?
“A professora Cristiane busca em seu projeto superar as formas tradicionais de proposição de um conteúdo, ainda tão presentes na Educação Física Escolar, que centralizam o professor como o elemento único no processo de educar, detentor do saber, colocando-se como mediadora da aquisição do conhecimento. Em outras palavras, sai a figura da criança como recipiente vazio sem ter nada a ensinar e entra a concepção da criança como protagonista desse processo de aprendizagem, descobrindo assim outras formas de se ensinar e aprendendo outros jeitos de se aprender. O diferencial do trabalho da professora Cristiane está na escuta das crianças, produzindo perguntas, não apenas respostas para as questões trazidas pelo jogo de bolinhas. Esta escuta atenta e sensível é realizada por meio de um diálogo que busca dar visibilidade à forma de a criança pensar e interagir com o jogo, suas percepções, hipóteses, questionamentos, estratégias e interpretações. De certa maneira, é uma forma de o professor aprender como as crianças aprendem o jogo.”
Marcos Santos Mourão, o Marcola, atua como formador de professores da área de Educação Física e é selecionador do Prêmio Educador Nota 10