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Cristiane Dias

Confira aqui mais informações sobre o trabalho.

Educadora Nota 10

2018

 (Eduardo Marques/Nova Escola)

Diversidade e tecnologia na aula de inglês

Estudantes usaram apps que simulam diálogos na língua e aprenderam situações para se comunicar com os imigrantes na cidade de Criciúma

Educadora Nota 10: Cristiane Dias
EEB Maria José Hulse Peixoto
Criciúma – SC
Língua Estrangeira
Ensino Fundamental II

Projeto: We speak the same language
Número de alunos: 42
Duração do trabalho: 2 meses
Resumo: A professora Cristiane dribla a ideia de que não se aprende inglês na escola pública. Ela aproveitou a presença de imigrantes ganeses e haitianos na cidade, que tentam se comunicar em inglês, para discutir os antepassados imigrantes dos alunos do 9º ano e a situação de brasileiros que vão trabalhar em outros países, tornando-se estrangeiros. Com isso, mostrou a importância de ter uma língua em comum, trazendo para a aula conteúdos importantes para que as crianças pudessem conversar, pedir ou dar informações a quem precisasse, como a nomenclatura de lugares e as instruções para chegar até eles. Os alunos escreveram diálogos e gravaram suas produções em áudio ou com ajuda de dois aplicativos (Dialoog e Voki) que permitem criar avatares que ‘falam’ o texto digitado com diferentes sotaques. Dessa forma, a professora trabalhou a língua estrangeira dentro das possibilidades dos jovens e sensibilizou-os para temas como empatia, respeito e diversidade.
Por que o trabalho foi premiado?
“Cristiane parte de uma concepção de língua viva, instrumento de comunicação, em uso e circunscrito na cultura. Leva em consideração o contexto social em que a aprendizagem acontece: uma escola pública de comunidade carente com pouco acesso à língua estrangeira. Ela se vale de uma situação real, que lida com problemáticas locais de relevância universal e atual: a discussão sobre imigração. Além de problematizar a diversidade e o preconceito, o debate coloca os alunos diante do(s) outro(s) – os imigrantes – e dá sentido ao aprendizado da língua estrangeira. O inglês permite incluir os “de fora”, de fazê-los parte, de torná-los agentes de sua própria comunicação. O projeto é bem estruturado em suas sequências didáticas e os conteúdos linguísticos são definidos a partir da problemática central e dos propósitos comunicativos.” Laura Meloni Nassar é professora de Inglês e coordenadora pedagógica e educacional no Ensino Fundamental II e Médio e selecionadora do Prêmio Educador Nota 10